A nova rodada da pesquisa Genial Investimentos/Quaest Pesquisa, divulgada em 12 de novembro de 2025, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua à frente das intenções de voto para 2026, mas a margem de vantagem está em retração. Em cenários de segundo turno, ele aparece com 41 % contra 36 % de um adversário em situação hipotética, o que indica queda de pontos.
Segundo o levantamento, a rejeição ao presidente subiu para 53 % — ante 51 % na rodada anterior. Mesmo mantendo o primeiro lugar, o ambiente sugere uma escalada da cobrança popular.
Além disso, 24 % dos brasileiros disseram que o melhor para 2026 seria eleger um nome que não esteja ligado nem ao atual governo nem à oposição tradicional. Outros 17 % afirmaram preferir um candidato de fora da política. Esse dado reforça a tensão que cresce em torno do pleito.
O estudo aponta também que, embora Lula lidere em todos os cenários de primeiro e segundo turno, a diferença para os concorrentes diminuiu em praticamente todas as simulações. Isso reduz a margem para eventuais erros estratégicos da campanha ou da gestão.
Mesmo com essa queda de vantagem, o líder ainda se encontra numa posição confortável em vários cenários. A vantagem encolhida, porém, transforma cada ato de governo e cada movimento político em um momento de risco potencial. A governança, por sua vez, passa a depender da entrega de resultados mais visíveis à população.
O levantamento reforça, portanto, que liderar não significa relaxar: ganhar continua sendo a meta, mas manter-se em evidência exige maior eficiência, maior atenção às críticas e maior sensibilidade ao que demonstram as urnas e as pesquisas.
Texto de Gazeta Jus Contábil
@juscontabil















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